Against the Giants - Sessão 3 - 15/12/2018

Aramil, o ranger, indicou um local para o grupo descansar da intensa perseguição a um gigante ribanceira acima. Parecia um bom lugar, amplo e com espaço para uma boa e aconchegante fogueira . Ellion faz o primeiro turno de guarda, seguido pelo próprio Aramil.

Assim que se viu sozinho, antes das primeiras luzes da aurora, Aramil percebeu que na verdade o lugar usado para acampar não podia ser pior. Estavam no meio de uma trilha e expostos a ataques por todos os lados possíveis. Para piorar, ele sentiu na brisa da madrugada o inconfundível fedor de ogros. Haviam muitos, e não estavam sozinhos.

Ele rapidamente acordou os companheiros, que se prepararam rapidamente para um combate na penumbra, ao redor da própria fogueira. O acampamento estava na cumeeira de uma serra estreita, com barrancos voltados para oeste e leste – este menos íngreme – e uma trilha que subia resolutamente desde o sul e ascendia ao norte. Thingram percebeu no limite de sua visão na escuridão que 6 ogros subiam sem dificuldade os barrancos do oeste e Tahija se moveu para ajudá-lo. Ellion ficou invisível e se deslocou para norte, na beira da trilha, e viu quando 4 ogros desceram correndo na direção do acampamento. Turin seguiu o mesmo impulso e aguardava para realizar um ataque surpresa. Aramil, porém, não percebeu exatamente o que acontecia até que os 4 inimigos mencionados já estivessem perigosamente perto. Em meio desses primeiros movimentos do combate, enormes pedras voaram pela escuridão e acertaram os membros do grupo, causando danos diversos.

Os ogros não se mostraram à altura do desafio imposto por Tahija e Thingram, mesmo este tendo metade de seu tamanho, e os 2  únicos remanescentes rapidamente fugiram do combate. Aramil, com sua enorme habilidade e experiência contra tais inimigos, se livrou rapidamente de outros 3 ogros, mas naquele instante 3 gigantes atacaram o flanco composto pelo Ranger e por Ellion e Turin. Este subiu nas costas de um dos gigantes e cravou sua faca com força nas costas da criatura, forte o suficiente para que ele parasse seu ataque e tentasse ficar livre do pequeno Halfling. Já Ellion enfrentou corajosamente outro dos gigantes em um duelo. O terceiro gigante foi de encontro a Aramil e os dois se engalfinham numa luta estranha. Neste meio tempo, enormes pedras continuam voando da escuridão e acertando os membros do grupo.

Num golpe de azar, Turin é agarrado pelo gigante que atacava; enraivecido, o gigante tenta arrancar-lhe a cabeça com uma dentada (o que não acontece por pouco) e Aramil, agindo rápido, consegue acertar uma flechada na mão que prendia o ladino, permitindo que este pudesse escapar; no entanto, a luta à beira do barranco e o peso do gigante que enfrentava o ranger causa um pequeno deslizamento de terra, dragando ele e o elfo barranco abaixo. Ellion, depois de dar cabo em seu oponente, se vê enfrentando mais dois gigantes, e dessa vez sem auxílio de magias de proteção. Para sua sorte, Tahija e Thingram chegam em seu auxílio no combate, e Turin consegue curá-lo. Aramil consegue subir novamente para a trilha e lança um frasco de óleo incandescente na cabeça do gigante, forçando-o a fugir em desespero. As pedras param de ser arremessadas e o grupo se vê novamente na escuridão e no silêncio noturno. Cansados e feridos, ainda que triunfantes, o grupo desce a trilha em direção ao sul.

Na manhã seguinte o grupo ainda permanece acampado para que consigam repousar normalmente. Aramil retorna ao local do combate na tentativa de localizar rastros que conduzam à tão mencionada ponte móvel dos gigantes. Além dos confusos rastros, ele detecta também indicativos de que um humano velho, de andar furtivo e desconcertado caminhou na região há menos de 4 dias. Lembrando-se da informação descoberta pelo druida, o ranger segue este rastro que conduz para o sul e alerta o grupo, que concorda em sair em seu encalço.

Na segunda noite de buscas, o grupo tem então contato com o estranho velho que vaga pelas Jotens. Seu nome é Amous, um ex-tenente do exército de Yeomanry que decidiu largar sua família para trás para procurar pedras preciosas pelas montanhas. Não encontrou muita coisa, mas se recusa a voltar de mãos abanando. Ele informa o grupo que sabe onde fica o salão do chefe Nosnra, e acusa saber também da presença de outros tipos de gigantes no local. Acaba concordando levar o grupo para lá em troca de uma quantidade de dinheiro que justifique que ele retorne ao seu lar.

Amous se revela muito habilidoso em andar pelas trilhas da região. É muito ágil e silencioso, resultado de anos vivendo na região. Após uma dia e meio com o grupo, ele alcança o salão do gigante ao cair da noite. Tendo recebido seu dinheiro, se vai antes que deem falta de sua presença.

Turin e Avamil fazem um reconhecimento inicial do terreno. O salão é composto por uma construção alta com várias chaminés, mas apenas de 3 delas saem fumaça – as demais não parecem acesas. 3 portões dão acesso à parte interna, e em algo que se parece um quintal os batedores percebem os sons de lobos. Um intenso som de um banquete sendo servido chama a atenção de ambos e podem ser ouvidos a uma certa distância: músicas, cantorias, risadas e algum berro ocasional, além dos aromas de um belo jantar sendo preparado. Os dois decidem voltar para relatar ao grupo as descobertas feitas.
Turin resolve voltar, dessa vez invisível e com um efeito mágico de voo. Entra em 3 chaminés e encontra um salão onde parecem correr reuniões ou jantares mais restritos do chefe. Em uma mesinha de apoio, vários papeis são encontrados e o halfling recolhe todos. Nas outras chaminés, ele encontra apenas quartos para uma grande quantidade de gigantes.

Retornando com as informações e documentos, o grupo começa a debater sobre o que deve ser feito em seguida. A noite está alta, parcamente iluminada pela lua crescente, o único vigia dormindo num torpor etílico, enquanto o grupo decide a melhor abordagem...


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Against the Giants - Sessão 6 - 19/1/19

Against the Giants - Sessão 4 - 22/12/18